PORLuiz Carlos Bezerra
Jornalista

DATA21 de Setembro de 2022

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Institucional

UFMT realiza oficina de preservação de acervos museológicos

Atividade começa nesta quarta-feira (21), no Câmpus de Cuiabá

O Museu Rondon de Etnologia e Arqueologia (Musear) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Câmpus de Cuiabá,  realiza nesta quarta-feira (21), às 08h, a Oficina presencial sobre noções básicas de Preservação de Acervos Museológicos. A ação integra o programa de extensão da unidade, e contará com a participação de servidores de Museu e Centro Cultural de Cuiabá, além de estudantes bolsistas. O evento tem carga horária total de 20h, e segue até a sexta-feira (23).

A Supervisora do Musear, professora Sônia Regina Lourenço, conta que a oficina integra o programa de extensão "Ações museográficas de salvaguarda e de comunicação - Museu de Etnologia e Arqueologia da UFMT - Musear”, e que  também faz parte da programação da 16ª edição da Primavera dos Museus, ação de nível nacional promovido pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). 

“O programa de extensão prevê uma série de atividades como a preparação de estudantes bolsistas, e na oportunidade tivemos também a possibilidade de realizar a parceria com o Museu do Índio, do Rio de Janeiro e Centro Cultural Ikuiapá, de responsabilidade da Fundação Nacional do Índio (Funai). Estaremos então recebendo cerca de seis servidores dessas instituições essa semana numa extensa programação, trabalhando a higienização, identificação e demais noções básicas de preservação do acervo”, conta a supervisora.

A supervisora complementa que o programa está em seu segundo mês de atividades e que foi pensado para dois anos, com três projetos articulados: ações museográficas: preservação e gestão museológica: curadorias e exposições; ações educativas.A oficina de introdução a gestão de acervos museológicos será coordenada e ministrada pelo museólogo da UFMT, Ryanddre Sampaio de Souza, que destaca a importância da ação. 

“A oficina é fundamental para quem tem interesse em conhecer como um museu funciona ou para aqueles que trabalham em museus e querem atualizar e dialogar sobre a gestão de acervos museológicos. Por ser um curso de introdução, não visa um aprofundamento em questões específica à teoria museológica ou às práticas museográficas, mas busca apresentar e colocar em questão alguns conceitos e ações que vão desde noções básicas de preservação, passando por noções básicas de documentação e finalizando com discussões sobre prática expográfica e curadorias”, explica o Ryanddre Sampaio de Souza.

O museólogo conta ainda  que essa é a primeira edição da oficina, com uma turma reduzida e que breve poderá ser ofertada para um público maior. “O período da manhã está reservado para a parte teórica e acontecerá na sala didática do Musear, já o período da tarde será realizada a parte prática  no Laboratório de Antropologia e Arqueologia do Museu”, complementa.

Musear completa 50 anos

Este ano o Musear completa 50 anos de criação, e mesmo com as portas fechadas para o público, em virtude da reforma,  a supervisora conta que as atividades não param. Sonia Regina Lourenço explica o programa de extensão, começou em agosto desse ano, e de lá para cá aconteceram reuniões para construção do Plano Museológico, “além de planejamento de atividades de preparação dos estudantes para atuarem como bolsistas em ações presenciais, como essa oficina, objetivando a formação quanto à reserva técnica e demais conteúdos pertinentes”.

Sonia Regina Lourenço destaca também a importância do Musear como um importante laboratório de  pesquisa arqueológica e museológica. “O nosso Museu está cadastrado no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), sendo apto a receber materiais arqueológicos remanescentes. Temos também outros registros em nível federal. O Musear tem uma tipologia semelhante a outros museus como de outras universidades, como Universidade Federal da Bahia (UFBA), e que envolvem uma série de povos indígenas, viajantes, etnólogos, antropólogos que atuaram na construção dessas coleções, acervos, de povos das regiões brasileiras”, explica a supervisora.

Há previsão de criação de um aplicativo, como feito no museu da Faculdade de Geociências  da UFMT, e demais ações que visam a preparação para reabertura do Museu. Também como parte das ações o Musear inscreve até sexta-feira (23) para o Processo Seletivo Simplificado que objetiva a contratação de bolsistas para atuação no projeto “50 Anos do MUSEAR: Reencontros entre o Museu e os Povos Indígenas. Outras Musealidades para o Futuro”.   

São ofertadas duas vagas sendo uma bolsa de Apoio Técnico a Pesquisa, para graduados em Comunicação Social, habilitação em Publicidade e Propaganda e/ou Jornalismo, com valor de R$1.000 e dez meses de duração. A outra bolsa é para Iniciação Científica, destinada aos  graduandos em Ciências Sociais, no valor de R$585, com a mesma duração de bolsa. O Edital é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Acesse para mais informações sobre o Processo Seletivo.

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