PORGabriel Barros
Estagiário, com supervisão da Gerência de Imprensa

DATA05 de Agosto de 2020

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Ciências

Queimadas elevam a concentração de poluição nas cidades

UFMT em campanha de conscientização contra queimadas

Em 2019, Mato Grosso foi o estado líder em queimadas no Brasil em comparação com o ano anterior, segundo dados do Instituto Centro de Vida (ICV), com base na plataforma do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). As queimadas provocadas durante o período de seca influenciam para que a concentração de material particulado inalável em Cuiabá seja acima do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), influenciando negativamente no tempo da capital e na saúde física da população, de acordo com levantamento realizado por pesquisador da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

O estudo, feito em 2019, teve como objetivo verificar se as queimadas ocorridas no Parque Nacional de Chapada dos Guimarães poderiam afetar as concentrações do poluente em Cuiabá. Durante a noite, por conta da inversão térmica, foram encontradas concentrações de poluição chegando a 86,3 µg/m³, com uma média diária de 70,1 µg/m³, sendo que o recomendado pela OMS é que não supere 50 µg/m³. Dos 27 dias amostrados, entre 8 de setembro e 2 de outubro, seis dias não atendiam às recomendações. É necessário ressaltar que as altas concentrações também são causadas pelas queimadas que ocorrem em Cuiabá.

“No período noturno a concentração é maior por conta da inversão térmica, que é comum nos períodos secos e forma uma camada de ar frio próxima da superfície que impede a dispersão dos poluentes. Essas inversões prendem a fumaça e funcionam como se fossem uma tampa. Assim, forma-se uma névoa que não é de umidade, mas sim de fumaça”, explica o autor do estudo e professor do Departamento de Geografia, Rodrigo Marques.

Segundo o docente, em Cuiabá, as queimadas são as maiores responsáveis pela emissão de partículas que causam danos à saúde da população e, na região, elas ocorrem em um período em que as condições meteorológicas são as mais favoráveis para o acúmulo de poluentes, quando há escassez de chuvas. Desta forma, aumentam as concentrações de material particulado inalável, podendo provocar problemas respiratórios, cardíacos, renais e neurológicos, além de baixa defesa imunológica.

O professor explica que Cuiabá vive dois períodos distintos durante o ano. “A não incidência de chuvas propicia um maior acúmulo de partículas, assim, durante a estação seca as concentrações se elevam e a intensidade das queimadas está diretamente relacionada com a maior ou menor concentração de poluição”, destaca. De acordo com o docente, entre outubro e abril são verificadas baixas concentrações de partículas, caindo para 20 µg/m³, pois cerca de 90% das chuvas ocorrem neste período, o que facilita a dispersão dos poluentes na atmosfera e dificulta as queimadas.

Levando em consideração o atual período de seca na região e a pandemia do novo coronavírus e suas consequências para o sistema respiratório da população, “é extremamente importante que as pessoas entendam que não se deve realizar queimadas. Quando observo as características e comorbidades da Covid-19 fica claro que a fumaça pode contribuir para um aumento da gravidade dos casos, incluindo no crescimento do número de óbitos”, finaliza.


Campanha

A UFMT lançou em julho a campanha "A Atmosfera é de Todos", com foco em alertar sobre os riscos das queimadas. Ela será composta por publicações frequentes em redes sociais, além de matérias especiais na TV Universidade e no site, trazendo estudos da área.

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