PORNayara Chagas
Estagiária, com supervisão da Gerência de Imprensa

DATA10 de Novembro de 2020

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Ciências

Projeto Mogu Matá avalia devastação das queimadas

Foco é estimar perdas ocorridas

O pantanal entrou em colapso no ano de 2020, os incêndios na maior planície alagável do mundo devastaram mais de 20% de sua área, matando milhares de animais e consumindo de forma desordenada a vegetação do bioma. Para estimar as perdas ocorridas no pantanal, uma força tarefa de registro e levantamento de dados foi montada pelo projeto “Mogu Matá - Rede de Monitoramento dos Impactos do Fogo na Fauna do Pantanal.”
O projeto tem como objetivo fazer o levantamento do que está sendo perdido em relação a fauna e quais são os grupos de espécies mais atingidos pelo fogo no Pantanal. Esse levantamento só é possível através da pesquisa a campo realizada por profissionais e especialistas da área.

Christine Strussmann, professora da Faculdade de Medicina Veterinária (FAMEV) da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), que está envolvida com as atividades de levantamento, explica que o nome do projeto Mogu Matá significa “urubu-do-fogo” em guató, povo indígena sul-americano do Alto Paraguai que viviam praticamente em toda a região sudoeste do estado de Mato Grosso. “Além do levantamento, o projeto visa auxiliar em pesquisas sobre efeitos e recuperação das áreas afetadas e suas comunidades”.

Com 20 anos de experiência em trabalhos com savana e fogo, sendo 10 deles no Pantanal, a bióloga e professora associada ao departamento de Botânica e Ecologia da UFMT, Viviane Layme, é uma das profissionais envolvidas no levantamento. Ela conta a importância do trabalho em campo nessas situações. “Há uma certa facilidade em visualizar quais locais foram queimados através das cicatrizes de fogo, que pode ser acessado por imagens de satélite, mas o quanto está sendo perdido da fauna não é possível de maneira indireta, sem estar presente no local.”

A professora explica ainda sobre a metodologia padronizada utilizada para o levantamento denominada de transecção linear. “A gente percorre áreas recém queimadas até 72 horas após o fogo, realizamos a contagem de carcaças de animais mortos nesses locais. Andamos em linha reta, seguindo uma direção bem delimitada no começo da trilha, vamos registrando e vendo a distância entre a localização da carcaça e a trilha que estamos percorrendo”.

Os animais encontrados são identificados em campo, os que não são possíveis de identificação são fotografados, tem seus materiais coletados, enviados para análise e reconhecidos por especialistas do grupo. A partir dos dados, são aplicados métodos estatísticos para estimar a perda total da fauna. Há também um processo de georreferenciamento das carcaças para saber qual o local exato que esses animais morreram.

Para Viviane o grande diferencial desse projeto é que diversas equipes, em diversos pontos do Pantanal, realizam esse trabalho de forma simultânea. “Foi um grande esforço, realizado por diversas instituições, inclusive a UFMT que tem somado forças junto ao projeto”.
O projeto é realizado através da parceria entre Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), Instituto Nacional de Pesquisa do Pantanal (INPP), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Arara Azul, Instituto Homem Pantaneiro e a Organização Panthera.


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