PORGabriel Barros
Estagiário, com supervisão da Gerência de Imprensa

DATA16 de Abril de 2021

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Comunidade

Projeto expõe processo de restauro de Patrimônio Histórico

Exposição virtual do imóvel do século XVIII acontece sexta-feira (16)

Cuiabá é uma das 68 cidades brasileiras que contam com conjunto urbano tombado, segundo dados, de 2017, do Instituto Nacional do Patrimônio Histórico e Cultural (IPHAN). Levando em consideração esse contexto, o projeto Memória de um Restauro decidiu contar a experiência de reparo de um imóvel do fim do século XVIII. A inauguração da casa com lançamento virtual da exposição acontece nesta sexta-feira (16), às 16h, com transmissão pelo Youtube do coletivo interdisciplinar Paratudo Artes.

O evento irá apresentar todo o processo de restauração, desde antes da aquisição da casa e a concepção e execução do projeto, além de mostrar um trecho do interior do imóvel. A casa de número 603 na antiga Rua do Meio, Centro Histórico de Cuiabá, foi adquirida pela arquiteta, historiadora e professora da UFMT, Ludmilla de Lima Brandão. Com o desejo de preservar o patrimônio histórico da capital, o projeto foi contemplado no edital da Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer, com recursos da Lei Aldir Blanc.  

“Qualquer casa do Centro Histórico pode ser um ponto de contato da nossa geração, dos estudantes atuais com o passado e a história da cidade. Cada ponto, cada imóvel contém essa memória que pode trazer a experiência do que foi viver no século 18 ou 19. Esse processo de recuperação da casa permitiu encontrar vários indícios de como ela era antes. Foi possível observar os materiais utilizados que foram mudando ao longo do tempo, então até o tipo de acabamento na parede conta uma história. Então esse interesse da comunidade acadêmica vai além da Engenharia, Arquitetura ou da História, que seriam as três áreas diretamente implicadas. Certamente outras áreas do conhecimento podem se interessar. Eu acredito que isso extrapola o conhecimento dividido em caixinhas, na verdade a casa e o Centro Histórico são objetos interdisciplinares”, explica a docente.

De acordo com a professora, o projeto de requalificação da casa, provavelmente construída no final do século XVIII, teve o objetivo de reconhecer a necessidade do Centro Histórico de Cuiabá precisar de um estímulo aos projetos de recuperação, restauro e adaptações, de modo a torná-lo um lugar atraente para usos compatíveis com a condição de patrimônio arquitetônico.

A docente conta que, à medida que a equipe contratada para a obra de restauro foi trabalhando na casa, constatou-se a importância histórico-arquitetônica daquele espaço e da necessidade de registrar todo o processo. “Ter sido contemplada com recursos deste Edital é a oportunidade de efetivar essa Memória e compartilhar os conhecimentos produzidos ao longo da requalificação, que acreditamos poderá não apenas beneficiar profissionais e estudantes que desejam atuar com patrimônio histórico, mas, principalmente, sensibilizar outros proprietários, moradores ou potenciais proprietários para iniciativas semelhantes e até mais audaciosas em termos de investimento”, destaca.

Considerando esse cenário e contexto local, o projeto tem a finalidade de produzir uma Memória da obra, buscando o compartilhamento dos conhecimentos produzidos nessa experiência. Para a proponente, os problemas encontrados, bem como as soluções, podem ser do interesse de profissionais e estudantes que atuam ou pretendem atuar com patrimônio arquitetônico, dos proprietários de imóveis similares e dos demais cidadãos.

O projeto também produziu um material pedagógico para fins educativos do processo, com textos, imagens do espaço de cada um dos painéis da exposição, que será disponibilizado para acadêmicos da UFMT e outras instituições de ensino.


Sobre a Casa 603

Localizada no “coração” do Centro Histórico, o espaço construído ocupa todo o lote (provavelmente desmembrado) e é constituído de sala, quarto, cozinha, banheiro e espaço anexo para ateliê. A obra foi iniciada em março de 2020, sob a coordenação do arquiteto André Campos, e concluída no início de 2021. A narração da experiência de restauro e os resultados desse processo compõem o objeto do projeto, sendo seu principal produto a exposição.

Ao longo da obra, o arquiteto André Campos, assim como o fotógrafo Fred Gustavos, foi registrando imagens que tornam possível hoje refazer o percurso do restauro. Dessa maneira, os registros fotográficos da requalificação do imóvel e textos do Memorial Descritivo farão parte de um espaço expográfico (incluindo suportes) para exibição dessa Memória nos diferentes ambientes da casa. Além da exposição, o projeto também pretende abrir a casa para visitas guiadas presenciais e virtuais, com mediação da proprietária e/ou arquiteto responsável. 

Por fim, Ludmila Brandão ressalta que ressalta que o projeto também tem como ação a disponibilização de materiais educacionais sobre esse restauro para algumas instituições de ensino superior, assim como a exposição ficará, posteriormente, disponível para visitas, considerando as regras de isolamento social. A casa abrigará a Sede e Residência Artística da Paratudo Artes - um coletivo interdisciplinar composto por ela, pelo fotógrafo e artista visual Fred Gustavos, por Suzana Guimarães (Doutora em História), Quise Gonçalves (Doutora em Estudos de Cultura Contemporânea) e Giordanna Santos (Doutora em Cultura e Sociedade e professora colaboradora do Programa de Pós-Graduação Estudos de Cultura Contemporânea da UFMT).

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