PORLiz Brunetto
Bolsista, com supervisão da Gerência de Imprensa

DATA03 de Agosto de 2020

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Comunidade

Pauta Gênero levanta dados e análises sobre desigualdade

As produçòes provocam reflexões acerca dos meios de comunicação

O Projeto de extensão Observatório de Comunicação e Desigualdade de Gênero – Pauta Gênero, da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), tem promovido dados e reflexões a cerca das desigualdades de gênero e suas intersecções. A iniciativa se propõe a ser uma ferramenta de observação crítica dos meios e processos comunicativos, no contexto da pandemia e para além dela. 

A ação promove discussões de textos e casos sobre o tema, faz monitoramento de sites regionais e produz análises, frutos dos dados coletados e das series de reflexões provocadas pelos debates. A intenção é fazer com que o material produzido seja difundido, além do blog e das redes sociais, em rádios comunitárias no interior de todo o estado para alcançar um público mais amplo e diverso.

A metodologia usada para o monitoramento local será a mesma utilizada para o Monitoramento Global de desigualdade de gênero, programado para setembro. É uma ação feita a cada 5 anos, em vários países, capitaneada pelo Canadá. O Pauta Gênero integra a equipe nacional de pesquisadores representando a região Centro Oeste.

As desigualdades de gênero se impõem a todos os cenários, perpassam as relações sociais, nossas práticas discursivas, modos de pensar e no comportamento. “Então pensar sobre isso é refletir sobre o sistema social em que a gente vive, é refletir sobre as práticas do nosso cotidiano e é penar de que maneira os meios de comunicação legitimam essas desigualdades, ou propõem espaços de desconstrução”, ressalta a coordenadora do projeto, professora Tamires Coêlho.

As análises produzidas são de linguagem acessível e volta as atenções sobre o que está sendo produzido pelos meios de comunicação, sobre as práticas cotidianas e suas problemáticas. “Isso pode ajudar a gente a ser mais crítico, a cobrar que os meios de comunicação assumam posturas de responsabilidade social. A gente está falando de um compromisso que é inerente ao jornalismo, aos espaços de comunicação, às concessões públicas”, afirma a docente

A estudante de Publicidade e Propaganda, Mariana Moraes, passou a integrar a equipe recentemente, no último processo seletivo. Foi motivada à participar pela possibilidade de exercitar seu senso crítico. “Em meio a tantas informações que nos rodeiam diariamente, muitas vezes não paramos para entender ou gerar opiniões. Espero treinar meu olhar para o que vem sendo produzido e divulgado na mídia, conhecer outras realidades, vivências e situações que contribuam para elucidar minhas opiniões e me tornar uma cidadã e profissional mais consciente”. 

“A gente tem muito trabalho legal, com diversidade de perspectivas. Tem algumas específicas que me pegam um pouquinho, a primeira análise que a gente publicou, por exemplo, trazia o caso Miguel, eu fiquei muito reflexiva depois, sobre diversas questões, coisas que às vezes a gente deixa passar, mas que no fim tem uma subjetividade muito forte”, conta a estudante de Jornalismo, Andrelina Braz, integrante da equipe.

A discente destaca também a análise que trata das vulnerabilidades sociais vividas por povos indígenas. “As discussões de gênero não se restringem às relações entre homens e mulheres, mas abordam desigualdades que combinam elementos de classe social e etnia”, salienta um trecho da produção, que demonstra a amplitude das discussões do projeto.

Hoje a equipe conta com 13 integrantes, sendo 3 professores com atuação ativa,  8 alunos da graduação, uma mestranda e uma profissional da área da psicologia que se uniu ao grupo no último processo seletivo. A iniciativa tem parceria com outros projetos como o Comunicast e o

Observatório Virtual de Gênero e Sexualidade, com o objetivo de unir esforços e oferecer a maior quantidade possível de informações sobre o tema para a população.

Acompanhe o projeto pelo blog Medium, e pelas redes sociais Instagram e Facebook.


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