PORMichael Esquer
Estagiário, com supervisão da Gerência de Imprensa

DATA04 de Dezembro de 2020

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Institucional

Maioria da população ainda suscetível à covid-19

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Imagem ilustrativa UFMG
Mapeamento feito em 10 cidades de MT apontou prevalência de 12,5%

A Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) participou da Pesquisa Soro Epidemiológica da Secretaria Estadual de Saúde de Mato Grosso (SES-MT), que apontou que apenas cerca de 12,5% da população mato-grossense foi infectada pelo novo coronavírus. O projeto, que realizou a análise de 10 cidades do estado, teve o objetivo entender a extensão da infecção nas populações através de ensaios sorológicos com alta sensibilidade e especificidade.

De acordo com Ana Paula Muraro, professora do Instituto de Saúde Coletiva (ISC) e colaboradora da pesquisa, o mapeamento é importante devido a grande taxa de subnotificação existente nos sistemas de informação. “O conhecimento da prevalência nos municípios selecionados permite avaliar a magnitude de pessoas que já tiveram contato com o vírus e, consequentemente, a proporção de pessoas suscetíveis a infecção, contribuindo assim para a tomada de decisão pelos gestores a nível estadual e municipal”, comenta.

Dos municípios participantes do estudo, Várzea Grande apresentou a maior prevalência com 24,3%, seguido de Cuiabá (17,5%), Sinop (13,6%), Barra do Garças (12,9%), Cáceres (12,8%), Juína (10,4%), Tangará da Serra (9,7%), Água Boa (8,7%), Rondonópolis (8,6%) e Alta Floresta (7%). Ou seja, uma média de prevalência de anticorpos de 12,5% entre as cidades.

A baixa prevalência de pessoas infectadas pelo vírus da Covid-19 em Mato Grosso, implica na existência de uma grande quantidade de pessoas que ainda não foram infectadas, e que ainda correm o risco de serem contaminadas pela doença, diz Muraro. “Enquanto não estiverem disponíveis vacinas efetivas, é importante a manutenção das ações de prevenção”, enfatiza.

O epidemiologista e secretário adjunto de Vigilância e Atenção à Saúde da SES, Juliano Melo, destaca o fato de que a pesquisa compreendeu os meses de setembro e outubro, e que a prevalências nas cidades alvos da análise já devem ter aumentado. “É importante reforçar que, muito provavelmente, a prevalência nessas cidades já é maior, mapear a infecção pela Covid-19 em Mato Grosso é fundamental para entendermos o comportamento do vírus no estado e basearmos as ações administrativas neste cenário”, explica.

Considerando a soro prevalência estimada pela amostra e a população de 20 anos ou mais para o estado de Mato Grosso – de aproximadamente 2,3 milhões habitantes –, o número de pessoas já infectadas é de cerca de 299.563 cidadãos. Contudo, a área técnica esclarece que a generalização dos resultados deve ser feita com cautela, considerando que o delineamento da amostra não incluiu municípios com população menor que 25.000 habitantes e residentes na área rural.

“A prevalência, quando maior do que 10%, já representa um volume grande de transmissão ativa. Significa que um considerável número de pessoas circula em estágios diferentes da infecção e que, por outro lado, ainda existe um grande número de pessoas suscetíveis à infecção. A pesquisa possibilita uma clareza maior para a tomada de decisões relacionadas à gestão da pandemia e auxilia na elaboração de soluções”, acrescentou Juliano.


Metodologia

A metodologia utilizada na pesquisa foi a estratégia quantitativa e transversal. O exame foi feito por meio de teste de sangue e as análises realizadas exclusivamente pelo o Laboratório Central do Estado (Lacen). O setor censitário testado foi decidido por sorteio, bem como a casa e o morador do domicílio; já as coletas foram realizadas por agentes de saúde, por meio das secretarias dos municípios.

No total, ocorreram 4.306 (95% da amostra inicial) entrevistas com coleta de amostra de sangue. Durante a fase das coletas, 656 trabalhadores da saúde e estudantes voluntários realizaram as entrevistas e coleta de sangue nas cidades selecionadas.

Os entrevistadores realizaram teste PCR antes de estarem em campo e teste sorológico ao final da coleta de dados, visando assim monitorar a saúde de toda a equipe envolvida e garantir a segurança aos profissionais e da população que foi visitada em domicílio.


Participantes da Pesquisa Soro Epidemiológica

Participaram da iniciativa da SES-MT, a professora Amanda Cristina de Souza e Ana Paula Muraro do ISC, o professor Emerson Soares dos Santos do Departamento de Geografia e
Mariano Martinez Espinosa do Departamento de Estatística da UFMT. Além da UFMT, também colaboraram com o projeto as Secretarias Municipais de Saúde e a Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT).


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