PORMichael Esquer
Estagiário, com supervisão da Gerência de Imprensa

DATA15 de Dezembro de 2020

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Comunidade

Álcool gel com repelente natural é doado a povos indígenas

8000 litros do produto estão previstos para doação

O projeto de extensão Álcool em Gel da Universidade Federal da Mato Grosso (UFMT) realizou a sua primeira doação de álcool gel com repelente natural. Os primeiros contemplados pela iniciativa foram indígenas da região norte de Mato Grosso. A ação do projeto, além de auxiliar o combate a pandemia do novo coronavírus entre os povos originários, tem o objetivo de diminuir a elevada incidência de doenças transmitidas por mosquitos no período das chuvas.

O álcool gel, tradicionalmente utilizado por suas propriedades antissépticas para fungos e bactérias, que destroem a estrutura química do vírus da Covid 19, agora traz consigo a novidade de ter a característica repelente natural. Ailton Terezo, professor do Departamento de Química e coordenador do projeto, explica que o álcool gel com repelente natural utiliza o extrato fitoterápico do cravo da índia na sua composição.

“Especificamente da flor do cravo da índia é de onde se extrai um composto químico, especialmente o eugenol, mas é uma mistura de vários compostos químicos que deixam um cheiro característico, cientificamente comprovado como um repelente natural para diferentes mosquitos”, explica o docente.

Para o Conselho Missionário Indigenista (Cimi), uma das organizações contempladas pelo projeto até o momento, a realização é um importante suporte para os profissionais da saúde indigena. “Eu tenho certeza absoluta que ele vai ser um produto extremamente bom para ser usado nas Casas de Saúde Indigena (CASAI), onde o pessoal médico trabalha com as pessoas que estão doentes. Além disso ele tem o repelente, que nas aldeias é muito importante, principalmente para crianças, idosos e pessoas que estão acamadas”, comenta Sebastião Carlos Moreira, missionário do Cimi.

No Território Indígena do Xingu, o professor do povo Kuikuro, Mutua Mehinaku, ao saber da produção do álcool gel repelente, fez a solicitação ao projeto e também teve seu povo contemplado pela ação. “Esse projeto vai dar muito benefício para nossa população indigena do Xingu, principalmente porque esse repelente natural, além de evitar a picada de mosquito, tambem faz prevenção da covid”.

De acordo com Terezo, foram preparados dois lotes, sendo um de 5400 litros e o outro de 2700 litros, ambos com análise de qualidade realizada e disponíveis para doação. Até o momento a iniciativa contemplou os povos Xavante, Ikpeng e Kuikuro mas deve continuar atendendo outras etnias, assim como a demanda de comunidades tradicionais do estado.

“Além dos indígenas a gente também pretende, com esse lote de 8000 litros que foram produzidos, atender tambem aos povos ribeirinhos da região do Pantanal e do Rio Paraguai ali de Cáceres, assim como também solicitações das comunidades quilombolas, por intermédio de associações, e também de projetos de extensão da própria UFMT que desenvolvem uma série de ações nesse momento de pandemia”, diz Ailton.


Interessados

Para as organizações interessadas no álcool gel com repelente natural, no caso de população indigena, o procedimento de doação e solicitação devem ser feitos através dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs). As comunidades tradicionais, como é o caso de ribeirinhos do Pantanal e da região do Rio Paraguai e comunidades quilombolas, o contato pode ser realizado a partir do email do projeto alcoolgel@ufmt. br


O projeto

O projeto de produção de álcool gel realizado pela UFMT no âmbito da extensão é uma iniciativa que conta com a parceria voluntária do Governo de Mato Grosso e o setor privado, aleḿ de recursos do Ministério da Educação, oriundo da Medida Provisória 942, de 02 de abril que previa a produção de 50 mil litros álcool gel.

A iniciativa reúne 57 estudantes dos cursos de Química, Engenharia Química do Câmpus de Várzea Grande, Ciência e Tecnologia de Alimentos, da Faculdade de Nutrição (Fanut), Enfermagem, Educação Física, Economia, Medicina e Engenharia Sanitária e Ambiental; 14 professores, dos cursos de Química, Engenharia Química, Engenharia de Alimentos e Educação Física; 5 técnicos administrativos.

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